domingo, 28 de fevereiro de 2016

SONETO À LUA

Quando o sol queima de doer
Eu sinto medo do escarcéu
E me recolho do tropel
Da humana fúria de viver.

Quando o dia cisma de chover
Eu tiro os olhos do papel,
E permaneço a olhar o céu,
Liberto para enfim morrer.

Uma força então se insinua,
Tenho impulso de sair à rua
E caminhar até o mar...

Mas chega a noite e vem a lua:
Branca, leve, livre e nua,
Pronta enfim para me amar.

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