quarta-feira, 2 de março de 2016

O JARDIM

(à Rosineide Machado)

Quando um “não” a ameaçava,
Ela, então, voltava atrás,
Mas a flor nunca secava
Nesse seu jardim de paz.

Os “nãos”, ela ali guardava
Como os “sins” e tudo mais.
Ambos ela cultivava,
Pensando nos roseirais.

Quando caia a chuva fria
Ela sem pensar abria
As asas de serafim

E ao “não” que não sorria,
Ela emprestava alegria
E lhe devolvia um “sim”!

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